Animação

Mary & Max - Uma amizade diferente

Nos dias de hoje uma animação convencional que use técnicas tradicionais como stopmotion, personagens e cenários de massinha devem ter algo de diferente para chamar a atenção de espectadores acostumados com superproduções em 3D. No caso de Mary & Max o paradigma de que este tipo de trabalho é feito pra criança é quebrado em grande estilo ao se tratar de um tema adulto. Assim como outras produções independentes, além do grande trabalho visual, o foco se encontra no enredo e na possível reflexão que o filme traz as pessoas.
Apesar de pegar pesado no seu lado depressivo, a especialidade do filme de Adam Elliot (vencedor do Oscar de melhor curta de animação em 2003 por Harvie Krumpet) é se apegar no humor às vezes doce, às vezes negro de suas excêntricas personagens que tentam se interar à distância entre dois mundos solitários. Tecnicamente a animação faz deles detalhadamente caracterizados, além de utilizar várias referências de época que chamam a atenção deste roteiro inteligente e agradável em certos pontos. Entre os lados positivos a amizade, como um fator mais explorado, é visto de uma forma delicada ao declarar a importância do amor entre as pessoas, mesmo que elas estejam distantes. Para completar todas as cores e formas desse conto baseado em fatos reais, a trilha sonora se interage de forma perfeita com as melodias de Dale Cornelius e o convívio dos dois protagonistas.

Up - Altas aventuras


Ao ver as duas ultimas animações produzidas pelos estúdios da Pixar, é perceptível que eles deixam de ser voltados para o lado da comédia e passa a se preocupar com o lado humano dos roteiros. Esta idéia deu tão certo que o Wall-e de 2008 ganhou o Oscar de melhor animação disputando com páreos difíceis da animação 3D. Up não tenta conscientizar o mundo dos males contemporâneos, mas valoriza o sentimento de amizade e principalmente a realização de um sonho na vida. Existem algumas piadinhas espalhadas pelos seus personagens na aventura que se destaca por sem fantasiosa e emotiva. É a formula perfeita para fazer toda a família se divertir com ou sem imagem em terceira dimensão.

Valsa com Bashir

Animação totalmente psicodélica retrata as memórias de veterano na guerra do Líbano com muita seriedade e cenas surpreendentes. A idéia de se tornar em animação um documentário do diretor israelense Ari Folman chama a atenção pelo ambiente de cores amareladas e trilha sonora entre eletrônicas e o rock político da época, mas o que torna realmente fora de série é a reprodução dos relatos dos jovens soldados do exercito israelenses contra os palestinos. O que impressiona é como a busca de fragmentos sobre um massacre, que a principio é apenas um sonho interpretado, aos poucos se torna uma memória que infelizmente deveria ser esquecida pela humanidade. Pena que não levou o Oscar de melhor filme estrangeiro.
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