Neorealismo
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Rossellini, um dos mais conhecidos diretores representantes do neorealismo cinematográfico, teve seu grande mérito por iniciar sua famosa trilogia da guerra com Roma, Cidade Aberta. Tendo a oportunidade em vista de retratar momentos críticos da sociedade italiana na segunda guerra mundial, ele atua em seu trabalho da maneira mais crua ao representar pontos de vista diferentes por cada pessoa que vivenciou recentemente, na época, o domínio nazista e fascista. Os espectadores podem perceber que este filme tem grandes características do movimento neorealista italiano, visto também nos primeiros longas feitos por Vittorio De Sica e Luchino Visconti, no revezamento das cenas internas em pobres cômodos e externas gravadas na periferia da cidade deteriorada pelos combates. Suas personagens são representadas por atores sem muita experiência de atuação, porém, este detalhe cria perfeitamente o clima da sociedade em luta para sobreviver o medo e esperançosa pelo fim dos conflitos. A base do enredo está na escapada dos comunistas do país, mas os detalhes contribuem mais a qualidade da história. Os focos paralelos estão nos conflitos familiares da periferia à procura de resgatar sua vida anterior e superar qualquer obstáculo dos invasores alemães. Além disso, há o papel dos católicos na ajuda para manter o controle da população e a perversidade nazista ao implantar a superioridade da raça ariana. Uma curiosidade sobre este roteiro é a ajuda de Federico Fellini alguns anos antes que começasse a dirigir seus próprios filmes. Historicamente a trama tem uma grande importância em relatar as atrocidades causadas onde um dia foi considerado o império conquistador do mundo, mas neste momento era dominado pela ditadura de outro país. Talvez nos dias de hoje algumas coisas exibidas não causem tanto impacto como nos anos 40, contudo, é necessário sangue frio para aceitar o tratamento indiferente do exercito aos civis em incríveis cenas. Por fim, temos a conclusão num plano marcante para o cinema com as tristes crianças órfãs voltando para sua enfraquecida mãe Roma.
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O neo-realismo cinematográfico tem uma grande importância na carreira do diretor italiano Roberto Rossellini ao cumprir sua trilogia da guerra com a apresentação de Alemanha, Ano Zero. Precedido de Roma, Cidade Aberta e Paisà, o terceiro filme segue a mesma característica em retratar a sociedade se reerguer após a segunda guerra mundial com a diferença de localidade em ser gravado na Alemanha, e não no país de origem como os dois primeiros. Além da marcante cenografia de Berlin com sua arquitetura deteriorada durante o período dos ataques, a realidade também esta na atuação do elenco, que como de costume, não tem qualquer experiência em interpretação. Isso não deprecia a qualidade do filme, pelo contrário. É simplesmente a mais próxima noção do estrago social causado, e não apenas o clássico dramático americano da época. Mesmo que as condições dos atores não sejam profissionais, cada um deles exerce muito bem seu complexo personagem na trama de forma autentica sem perder a atenção do público. Principalmente quando o protagonista é nada mais que um garoto com média de 13 anos que está entre as responsabilidades da família e as travessuras juvenis dentro de um ambiente nada convencional. O restante deles desenvolve reflexões paralelas para demonstrar que mesmo em suas condições de sobrevivência, ainda sim continuam a ser e praticar a vida. Dentro de um mesmo cômodo, um enfermo com suas histórias sobre a primeira guerra, um irmão refugiado e uma irmã preocupada com a diversão noturna e seus entes queridos.Do lado de fora estão os trabalhos miseráveis, adolescentes rebeldes e professores pedófilos. O garoto Edmund é o retrato de uma geração espalhada pelo mundo neste período crítico. Rosselini não dá trégua a ele em desenvolver seu sentimento de culpa sobre tudo de ruim que ocorre com a família para coloca-lo num impasse de grande seriedade. É bem notável a maturidade precoce de uma criança ao compreender o que se passa em seu país enquanto joga futebol pelas ruas devastadas.
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Imagine como seria o mundo logo após uma guerra mundial, mas caso queira ver parte disso de forma cinematográfica, Ladrões de bicicletas poderá te ajuda. Este representa a o lado italiano de uma sociedade que tenta sobreviver de sua miséria onde todos membros da família procuram pela sua única salvação: qualquer emprego que faça se tornar digno de sustentar seus entes queridos de forma honesta. Se compararmos esta representação realizada em 1948, poderemos ver que boa parte do nosso país possui a mesma condição familiar em momentos atuais. Alem disso, uma questão interessante do longa é o questionamento sobre o que os homens são capaz de fazer em momentos de desespero para sua sobrevivência. Quais seriam suas atitudes em uma situação como esta?
Aos poucos outros pontos são exibidos durante esta busca frenética e que constatamos no dia de hoje como as pessoas necessitadas apoiadas pela igreja desde que receba em troca sua devoção e a procura de crenças alternativas. As personagens atuam a moda italiana através do tom da voz e principalmente pela forma de expressar da qual bem conhecemos como parte de sua cultura, mas, além disso, existem cenas em que demonstra a influência americana em um momento pós-guerra como, por exemplo, no momento em que o protagonista Sr. Ricci faz seu trabalho pregando o cartaz de Rita Hayworth (A famosa Gilda que recentemente seria vista nos shows de Michael Jackson) pelos muros no centro da cidade.
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