Suspense
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O Escritor Fantasma é o filme que deu a Roman Polanski o Urso de Prata de melhor diretor no festival de Berlin de forma muito bem merecida. Apesar de já ter experiência no suspense em outros de seus trabalhos como um dos seus aclamados O Bebê de Rosemary, este tende a uma complexa trama familiar a Hitchcock. Envolvendo bastidores da política, paranóias e teoria da conspiração, é possível imaginar que os problemas pessoais do diretor o incentivou a retratar o roteiro de Robert Harris sem que este fosse apenas um qualquer. Além do bom dialogo entre as personagens, algumas vezes composto por um humor peculiar, as qualidades das cenas são impecáveis ao se envolve-las em ambientes cinzas e chuvosos que enfatizam na brincadeira de se desvendar o grande mistério junto ao protagonista interpretado por Ewan McGregor. Ao seu lado também há grandes interpretações de Kim Cattrall como uma moderna secretária e a inteligente, porém apenas esposa do ex-ministro vivida por Olivia Williams. Sua bela atuação também pode conferida recentemente no longa britânico A Educação.
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O Martin Scorsese da vez usa de toda a sua experiência para dirigir um suspense psicológico muito bem elaborado novamente ao lado de Leonardo di Caprio como protagonista. Ele consegue dar conta de sua atuação como investigador, principalmente neste em que provavelmente usou características de Howard Huges em O Aviador, mas sempre dá a impressão de que outro ator poderia se destacar bem melhor em seu lugar. O objetivo deste filme é realmente te deixar em dúvida sobre quais os fatos podem ser considerados realidade e quais são ilusão com o intuído de sentir o que se passa pela mente das personagens. Assim como o investigador Teddy Daniels, é provável que duvide das coisas que acontecem e crie suas próprias teorias para resolver o tal mistério de desaparecimento. Apesar de um pouco cansativo no principio, a recomendação é que preste bem a atenção nas cenas que parecem não fazer sentido, pois elas podem ser muito importantes para concluir seus pensamentos. Apesar de ser A Ilha do Medo, não há nada de se assustar além dos truques da própria mente neste manicômio diferente de qualquer filme de terror ou até mesmo nos insanos clássicos como Um Estranho no Ninho ou Garota Interrompida, pois o foco não está voltado aos pacientes, mas sim no local. A técnicas de enquadramento na fotografia são bem empregadas para criar este ambiente sinistro explorado na ilha, mas não tão assustador como poderia ser.
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O que faz as pessoas irem assitir um filme de suspense com baixo orçamento, mas que fez um baita sucesso lá do lado de fora? A curiosidade daqueles que já viram tudo nos dias de hoje leva a conferir algo que supreenda, mas não é bem assim. A idéia em si de fazer algo realista que enfatiza o medo pelo desconhecido foi utilizada a 10 anos atrás em Bruxa de Blair, do qual deve ter sido boa inspiração para se produzir este filme que se passa em apenas uma casa com um casal que passa grande parte do tempo discutindo e suas entidades desconhecidas. Há uma coisa muito importante e que não foi feita exatamente como este citado que é a reação dos personagens, pois eles sabem que estão atuando, mesmo que muito mal, e suas expressões não são puramente verdadeiras.
A apresentação daquilo que não se conhece é feita atraves de doses homeopáticas. Primeiro barulhos, depois coisas que mexem e logo depois todos que se assustam com uma puxada nas pernas, enfim, tudo aquilo que utilizaram contra você para te assustar quando éra criança. Seria melhor que se colocassem mais detalhes teóricos no enredo, melhor interpretação já que não tem outras questões técnicas a serem avaliadas e manter quase sem efeitos, afinal isso que o torna interessate e diferente das produções de remakes anos 80 que temos hoje. Não se preocupe, pode assistir sozinho(a) que irá dormir tranquilo a noite.
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