A antiga técnica de animação em 2D já se torna um atrativo nostálgico perante as muitas animações em que o mercado cinematográfico se apóia atualmente. Diferente de ter o foco sobre animais ou objetos, o que nos chama a atenção em O Mágico, dirigido e adaptado por Sylvain Chomet, é a apresentação de um trabalho com traços impecáveis nos personagens e principalmente nos cenários representantes de belas paisagens na Europa. A caracterização exagerada sobre eles expressa um ponto de vista bem peculiar às pessoas e confirma que somos feitos de caras, corpos e gestos diferentes uns dos outros, aproximando ainda mais à personalidade humana. Há um certo impulso por explorar o sentimento introspectivo dos personagens e como eles relacionam de acordo com a grande referência ao longa Meu Tio (Jacques Tati – 1958). Sua homenagem se inspira na solidão ligada a todos os representados e no dilema de sobreviver daquilo que sabe, mesmo que não chame atenção de quem está a sua volta. |
|
Título original: L'illusionniste Site oficial: http://www.lillusionniste-lefilm.com/ |
| Sinopse: |
| Um senhor trabalha como mágico desde jovem mas vê seu público diminuindo gradativamente por conta de outras atrações mais jovens e populares. Como consequência ele precisa viajar constantemente para se manter. Numa dessas viagens, rumo à Escócia, ele conhece uma garota, e lhe presenteia com um par de sapatos. Quando o mágico vai embora, a moça decide ir com ele. Ao mesmo tempo em que deseja ajudá-la, o pobre senhor precisa encontrar um meio para sustentar ambos. |






