![]() O primeiro filme nas mãos de Selton Mello já impressiona pela fotografia na cena de apresentação do ferro-velho onde o protagonista vive seu drama extremamente depressivo com seus fantasmas do passado e reconciliação familiar. No restante do filme, o foco está sempre nos olhares das pessoas e raramente mostra seus perfis. É como se na maior parte das vezes foi aplicada a função de zoom na visão dos espectadores. Além disso, há alguns truques de imagem, principalmente na iluminação em que algumas vezes nem é possível ver exatamente os rostos dos personagens de tão escuro e quadros que se repetem como a cena inicial como conclusão do que há por ocorrer. Feliz natal (por ironia) mostra que nem todas casas estão preenchidas de alegrias com famílias harmoniosas, ou parecem ser desta forma. No roteiro, os diálogos reduzidos estão mais ligados ao cotidiano familiar dos personagens, pois o mais importante está na expressão unicamente de seus sofrimentos. Ninguém se importa com o sentimento alheio, não há consideração para quem viveu toda uma vida ou por alguém que está praticamente começando. As crianças são ignoradas e os mais velhos deixados de lado sem qualquer consideração. |
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Título original: Feliz Natal |
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| Homem que trabalha em ferro-velho, cercado de pedaços e peças enferrujadas, tenta montar o quebra-cabeça da própria existência e esquecer os fantasmas do passado. Perto do natal e das festas de final de ano, ele tenta uma reaproximação com a família disfuncional. A mãe é bêbada e viciada em psicotrópicos; o pai, separado da esposa, não o aceita; o irmão vive um casamento em crise; a cunhada está perdida entre as frustrações de um casamento naufragado; os sobrinhos pequenos crescem rapidamente e cercados por esses dramas de adultos. Na história ainda estão dois amigos do protagonista, ambos abandonados no tempo e cujas vidas se resumem em noitadas repletas de excessos. |
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