Logo após uma visão panorâmica pela cidade mais que metropolitana de Chicago, são apresentados os primeiros oito minutos desta trama de ficção cientifica que desafia nosso entendimento sobre o tempo e espaço. Neste primeiro momento, alguns fatos relevantes para seu desfecho são mostrados rapidamente como fragmentos de um quebra-cabeça a ser montado dentro da mente perdida do protagonista. Este é o principio da idéia construída em Código Fonte, ou melhor, o mais recente trabalho de Duncan Jones e estrelado por Jake Gyllenhaal e Michelle Monaghan, Contra o Tempo.
A ciência mais uma vez representada pelo futuro tecnológico nas mãos das forças armadas envolve o roteiro do longa ao se apegar em reviravoltas e teorias difíceis de se acreditar, mas que seguem o mesmo padrão das produções deste gênero. O que vemos é um grande programa militar com potencial em salvar vidas, porém com segundo plano menos fantasioso movimentado pela cobiça de lucros e mérito dos que estão envolvidos. Com a repetição do mesmo período, assim como naquele filme Bill Murray só que em menos tempo, temos a explicação dos fatos teoricamente acelerada do qual estamos familiarizados desde o segundo filme de Matrix.
A composição do elenco por seus coadjuvantes é formada por uma funcionária dedicada, nem sempre fria e calculista interpretada por Vera Farmiga e Jeffrey Wright, representando o tal cientista, doutor visionário oportunista. As repetidas seqüências ficam por conta de Monaghan no trivial papel da doce donzela que se apaixonar pelo herói Gyllenhaal e sua imagem de capitão traumatizado pela guerra.
Não tão genial como seu primeiro, Lunar de 2009, Jones também utiliza alguns meios para tornar a história interessante com um pouco de mistério causado pela tecnologia. De qualquer forma, existem outros pontos interessantes abordados, como por exemplo, o preconceito do protagonista em perseguir o terrorista responsável pelo incidente através daqueles que se parecem mais com pessoas do oriente médio ou até mesmo da Índia, ao invés de se preocupar com o restante dos passageiros de padrão americano. Mas é claro que temos um momento em que todo o raciocínio lógico é deixado de lado por um pulso sentimental que filosofa o sentido da vida. De toda a parafernália terrorista contra os governos, o que podemos aproveitar é o valor por viver mesmo que o tempo disso seja uma fração de segundos.
- Título original: Source Code
- Diretor: Duncan Jones
- País: USA
- Categoria: Ficção Científica
- Ano: 2011
- Atores: Jake Gyllenhaal, Michelle Monaghan, Vera Farmiga, Jeffrey Wright, Michael Arden, Cas Anvar, Russell Peters, Brent Skagford, Craig Thomas, Gordon Masten, Susan Bain, Paula Jean Hixson, Lincoln Ward, Kyle Gatehouse, Albert Kwan
- Avaliação: 6.0
- Site oficial: http://www.enterthesourcecode.com/
Sinopse: Quando o capitão Stevens acorda e se vê na pele de um homem que ele não conhece, então descobre que está fazendo parte de um experimento criado pelo governo americano chamado de Código Fonte. O programa possibilita que Stevens assuma a identidade de um outro homem em seus últimos 8 minutos de vida. Agora sua missão é encontrar os responsáveis por um atentado que deixou muitas vítimas.







Como Ebert escreveu, é uma
Como Ebert escreveu, é uma ficcão científica inteligente e poética. Jones, com dois filmes ótimos (sendo LUNAR uma obra-prima), já é um nome a se comemorar no gênero.
O filme é bem legal, pena que
O filme é bem legal, pena que passou pouco tempo nos cinemas aqui de Salvador (ficou só 2 semanas em cartaz). Eu ví bem antes porque baixei...mas é uma pena mesmo que ele ficou tão pouco tempo em cartaz aqui e pensar que porcarias como Professora Sem Classe e Deu a Louca na Chapeuzinho 2 ficaram mais de 1 mês e meio nas salas por aqui.
Silvano Vianna - Cinema Detalhado
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Ficção científica complexa e
Ficção científica complexa e muito interessante.