Mais uma enquete finalizada pela a opinião dos visitantes para saber quais são os meios responsáveis em causar interesse por assistir um filme. De todas as publicadas até então, esta foi a mais cerrada entre as opiniões enquanto publicada. A partir daí é possível concluir que não há uma única opção que influencia a grande maioria dos espectadores. A figura do diretor (25%) foi a mais votada das opções por ser, na maioria das vezes, a garantia que o filme é bom do mesmo jeito que seus trabalhados anteriores. Porém, não são todos que levam consideração a isso, a não ser aqueles que estão interagidos com o mundo cinematográfico. Para os que não prestam muito a atenção nas letras garrafais de pôsteres onde estão os nomes dos famosos diretores, existem outras maneiras mais comerciais, como trailers (20%) e sinopses (21%) disponíveis pra provocar a vontade de se passar em média 2 horas na frente de uma tela. Levando em conta que nesta enquete o elenco (16%) é uma característica técnica, assim como o diretor, e que trailer e sinopses são mais ligados ao marketing do filme, o que resta são opiniões mais pessoais, das quais, e infelizmente, tiveram menor posição no ranking. Primeiramente a crítica (10%) é uma maneira de relatar a qualidade de uma produção através do ponto de vista de uma pessoa que, na maioria das vezes, conhece do assunto. É uma maneira interessante de comparar as opiniões e criar seu próprio senso crítico. Porém, em minha opinião, uma das opções mais legais por ser mais interativa ficou por último (8%). Você sempre vai se lembrar de ter visto aquele filme recomendado por um amigo, parente ou colega de trabalho. É claro que nem sempre você pode gostar daquilo que foi indicado, mas o que vale a pena é poder discutir sobre isso depois de assistir.
Às vezes quando termino um filme, procuro saber quais referências foram necessárias pra sua criação. Considerando que o roteiro é um embrião da produção cinematográfica, ele pode ser escrito através de uma idéia original do roteirista ou de um vasto conteúdo temático que vai desde um simples jogo eletrônico até uma biografia importante. Não vejo como classificar quais dessas duas formas tem seu grau de importância, pois a qualidade depende muito de como o trabalho é realizado. Um exemplo disso são os longas feitos a partir de literaturas de grande sucesso que por sua vez podem ser baseadas na história da vida qualquer. Recentemente percebi esta transição de mídias ao ler o livro Feliz Ano Velho escrito por Marcelo Rubens Paiva nos anos oitenta, do qual me incentivou a conferir sua versão homônima para cinema dirigida por Roberto Gervitz em 1987. Desconsiderando a crítica sobre o que foi visto, a experiência foi bem interessante para analisar um mesmo personagem por mais de uma maneira. O crítico Marcelo escreveu uma ficção baseada em sua vida após ter sofrido um acidente que o tornou paralítico.Levando em conta que o texto não é uma autobiografia, o Marcelo personagem é uma figura que tem medo do seu futuro como inválido, mas aparenta otimismo quando acolhido pela família. Já o Mário, mesmo personagem interpretado por Marcos Breda no longa, apresenta um lado mais sensível e eufórico descrito apenas nos comentários introspectivos do anterior. Por quase duas horas de filme, o enredo se desprende da linearidade temporal proposta pelo livro com a finalidade de ter mais dinamicidade a ponto de atingir tanto o público leitor como aquele que não conhece a obra adaptada. Considerando que Paiva também é responsável pelo roteiro, é através dele que o autor tem a segunda oportunidade de mexer em sua ficção ao desenvolver alguns personagens, incluir novos outros e até mesmo dar maior destaque em certos pontos de sua vida retratada. Enfim, essa breve situação serviu para que eu pudesse perceber que, assim como os trabalhos de Marcelo, muitas outras produções valem ser exploradas pelas suas variadas versões de uma história, mesmo que sejam no ponto de vista da mesma pessoa. Nada como comparar suas características.
Me lembrei um dia que zapiava a TV quando garoto até parar em um canal aberto que exibia O Grande Ditador (1940). Naquela época já tinha visto vários filmes do Chaplin, principalmente Tempos Modernos por causa da escola, porém não tinha dado muita atenção a ele até naquele instante em que vi uma de minhas cenas mais impressionantes: um discurso enérgico de um barbeiro judeu fingindo ser um ditador. Logo pensei que este gênio teve muita coragem de “soltar o verbo” de uma forma tão emocionante naquela época turbulenta.
Na segunda semana de 2012 resolvi fazer a famosa lista dos 10 melhores filmes do ano passado depois de perceber uma certa familiaridade com as opiniões de outros cinéfilos. È claro que se trata de uma relação que sempre vai ter os mesmos filmes com uma pequena variação na colocação entre eles, porém, resolvi me desprender um pouco do padrão pra refletir quais deles me tirou do sério. A maioria foi escalada por aqueles que realmente me intrigou a ponto de pensar por horas sobre seus fragmentos na grande tela. Foi um ano ótimo para se emocionar e principalmente aprender, não somente por questões técnicas muito bem trabalhadas, mas como também a criatividade deste conjunto de criadores respresentantes do cinema contemporâneo.
1. CÓPIA FIEL - Abbas Kiarostami - França 2. MEDIANERAS: BUENOS AIRES DA ERA DO AMOR DIGITAL - Gustavo Taretto - Argentina 3. INCÊNDIOS - Denis Villeneuve - Canadá 4. MELANCOLIA - Lars von Trier - Dinamarca 5. CISNE NEGRO -Darren Aronofsky - USA 6. O MÁGICO - Sylvain Chomet - França 7. NAMORADOS PARA SEMPRE - Derek Cianfrance - USA 8. A PELE QUE HABITO - Pedro Almodóvar - Espanha 9. A ÁRVORE DA VIDA - The Tree of Life. Terrence Malick - USA 10. NÃO ME ABANDONE JAMAIS - Mark Romanek - Reino Unido
Como fazer uma lista que consolida muitas produções lançadas e não parecer tão injusto pra mim, resolvi quebrar certos paradigmas (alguns amigos indicaram fazer para inovar) e a estendi com mais seis filmes que não poderiam ser desconsiderados:
11. TRABALHAR CANSA - Juliana Rojas, Marco Dutra - Brasil 12. O PALHAÇO - Selton Mello - Brasil 13. BIUTIFUL - Alejandro González Iñárritu - México 14. O GAROTO DA BICICLETA - Jean-Pierre Dardenne, Luc Dardenne - Bélgica) 15. O PLANETA DOS MACACOS: A ORIGEM - Rupert Wyatt - USA 16. SUPER 8 - J.J. Abrams - USA
Um dia percebi que existem pessoas comuns que usam sua imaginação para escrever contos baseados em diversas mídias de entretenimento como quadrinhos, literatura, games e cinema. O que mais impressionou neste trabalho conhecido como fanfiction, é a quantidade de textos existentes sobre os mais variados filmes já lançados! A princípio pode achar mais evidente que existam muitos fãs de Stars Wars que faça todos os tipos de mídias inspiradas na obra de George Lucas, mas de acordo com a lista do site fanfiction.net, que é o maior repositório de fanfictions na rede, existem das mais variadas postagens, não somente de ficção científica como também de clássicos como Cidadão Kane. Eles conseguem expandir este mundo criado pelo cinema e usam seus personagens para desenvolver histórias paralelas que deixariam qualquer roteirista hollywoodiano com inveja. Vale apena dar uma olhada em pelo menos uma dessas criativas expressões dos fãs escritores, assim como nós, e treinar seu inglês lendo algo que gosta.
Recentemente li o livro Num Piscar de Olhos do montador e editor de som Walter Murch, do qual ele fala sobre sua experiência na edição durante as ultimas décadas. O que me despertou o interesse por este assunto mais técnico foi uma palestra presenciada ha meses atrás e que me deu várias referencias no assunto como esta. Meu ponto de vista mudou bastante sobre este trabalho ao considerá-lo como fundamental para um sucesso de um filme. É como se o editor fosse responsável por um novo ponto de vista sobre todo o material coletado pelo diretor, e a partir dali, usa sua experiência para criar o ritmo na história de forma precisa para cada frame analisado. O ponto mais interessante do editor, vencedor do Oscar por Apocalipse Now e O paciente Inglês, é sua transição de ferramentas analógicas, como a saudosa moviola, para os softwares avançados nos dias atuais Avid e Final Cut. Recomendo a leitura para aqueles que querem saber um pouco mais sobre a pos-produção de um longa. Logo irá perceber que seu grau de importância é tão grande quanto imagina. Além disso, percebera o quanto este trabalho evoluiu com os anos a ponto de estimular nossa persepção sobre aquilo que assistimos de ontem, hoje e sempre.
Título Num Piscar De Olhos Subtítulo A EDIÇAO DE FILMES SOB A OTICA DE UM MESTRE ISBN 8571107823 Editora Jorge Zahar Ano 2004
Um dia um amigo me indicou um curta de animação feito pelos estúdios Disney que se baseia em Salvador Dalí. Me parece que o próprio artista chegou a trabalhar com Walt Disney para compor uma obra em movimento, mas este, por incrível que pareça, foi produzido no ano de 2003.Também tem a mesma linha perdida de Fantasia, em que vemos arte visual em parceria com a música, mas o que achei interessante é a possibilidade de se aprender as artes plásticas através de outros meios convencionais dos dias de hoje. É muito gratificante ver a beleza do surrealismo no momento em que as animações estão mais focadas no mundo 3D.
Depois de muito tempo escrevendo sobre os filmes da maneira formal decidi criar um espaço onde pudesse dizer o que acho de cinema sem me preocupar se a oração é subordinada adverbial (se é que me lembro disso). Aqui sei que posso postar algumas dicas ou comentários de maneira livre, com muito mais de 140 caracteres, e de certa forma seja interessante de divulgar às outras pessoas que também gostam tão quanto eu desta arte. Espero que a experiência seja produtiva e que principalmente vocês passem por aqui de vez em quando.
"Ele se recorda desses anos perdidos.
Como se olhasse através de uma janela empoeirada.
O passado é algo que ele pode ver, mas não tocar.
E tudo o que vê agora está turvo e mal definido."
"Quer saber por que estou vomitando?
Quer mesmo saber?
Estou vomitando porque, aos 8 anos ouvi minha melhor amiga dizer a todos que eu era uma vagabunda.
Estou vomitando porque, aos 15 não fui convidada para a única festa à qual eu já quis ir na vida.
E, aos 17, tive meu primeiro bebê e tive de crescer da noite para o dia.
E não tenho mais sonhos. Sem sonhos, não dá para viver.
Estou vomitando pois não vejo meu pai desde que foi preso.
Não tenho nada dele, nem sequer uma droga de postal.
E, em todos os comerciais, estão todos tão felizes e, o dia todo, minhas filhas cantam as músicas idiotas desses comerciais idiotas."
Ann (Sarah Polley)
Minha Vida Sem Mim (2003) My Life Without Me