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Mesmo com a fórmula de roteiro em que várias personagens expõem suas vidas e com seu desenrolar elas se entrelaçam umas nas outras, sempre é interessante de se ver o cotidiano que neste filme são ligados a pequenos objetos sem valor algum, a não ser por alguém que as estimem pelos outros. Talvez os objetos sejam apenas um pretexto para representar a quanto uma vida insignificante pode ser interessante se observada com mais atenção, como por exemplo, do garoto de rua neste longa. O ponto de vista de diferentes pessoas urbanas já puderam ser conferidos pelos mexicanos em Amores Brutos de Alejandro González Iñárritu, mas neste, produzido por Guillermo del Toro, há uma relação mais voltada ao sentimento de uma forma mais peculiar e inocente. Com um ambiente metropolitano parecido com o brasileiro, Coisas Insignificantes cria suas pequenas ligações que nos instiga a imaginar as possibilidades de que isso seja real. Apesar das diferenças, tem certas coisas em comum ao se atentarem ao fato de que todos têm problemas pessoais relacionados à saúde de seus familiares. É um filme comovente, porem não o suficiente para torná-lo tão melodramático.
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A principio, antes de ver este filme, você se depara com um tÃtulo de Amor sem escalas, o qual dá a impressão de ser mais um daqueles filmes românticos água-com-açúcar na carreira de George Clooney. Na verdade não é bem assim, ou melhor, não é nada assim, porque seria melhor se chamasse Escalas sem amor. No comando do diretor e roteirista promissor Jason Reitman, que tem vários trabalhos legais como Obrigado por fumar e Juno, este filme tem o mesmo ritmo dinâmico nos diálogos e situações cômicas cheias de referências ao mundo contemporâneo que quebram o gelo de um enredo importante para reflexão de estilo de vida. Para aqueles que não sentir afinidade a ele, perceba que nada mais é que o retrato de uma vida fútil de alguém que nunca se importou com seus ideais de felicidade e principalmente com as pessoas em sua volta, o que é muito comum de se ter na sociedade hoje em dia. Os relacionamentos são instantâneos e tão previsÃveis que chegam a ser tediosos quando ninguém pensa em sentir amor, ou no mÃnimo se apaixonar, e gasta seu tempo em metas sem sentido. Além disso, a novas alternativas as quais a tecnologia substitui um homem em sua comunicação é bem abordada em um contexto bem pertinente. Nem sempre um computador conseguirá substitui-lo em momentos difÃceis com a finalidade de evitar ainda mais o contato com outras pessoas. Durante as escalas que ocorrem em quase todo o filme pelo território norte-americano, é quase espantoso de se imaginar a quantidade de aeroportos necessários para realizar as gravações. George parece o mesmo, mas Vera Farmiga atua super bem a mulher moderna que contradiz os sonhos da personagem de Anna Kendrick no principal trabalho de sua carreira, por enquanto.
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O que levaria alguém a ver um filme com uma certa familiaridade ao clássico Mágico de Oz, a grande espera de 2010 Alice no paÃs das maravilhas, o premiado oriental A Viagem de Chihiro ou até mesmo o moderno Coraline? A grande curiosidade vem de Spike Jonze no comando da direção e roteiro baseado em uma obra infantil de muito sucesso publicada em 1963. Sim! O rapaz responsável por clipes de Bjork, episódios de Jackass e ser os olhos de Charlie Kaufman em Adaptação e Quero ser John Malkovich cria um mundo de fantasias. Talvez não seja uma boa pedida para o público a quem deveria ser destinado, mas para os adultos é uma janela apontada ao passado que é capaz de impor a emoção por rever as mais simples lembranças da infância. Primeiro as ferramentas para imaginação são apresentadas no mundo real como coisas simples na vida de um garoto que expressa muito bem seu combate à solidão e foge dos conflitos com seus entes queridos. Ursinhos de pelúcia, brincadeiras, desenhos, barcos de brinquedo e várias outras coisas insignificantes no ponto de vista adulto são usadas na criação de um mundo aparentemente sombrio, mas que aos poucos nos cativa por horrÃveis criaturas de coração humano. A idéia não é que eles sejam monstros bonitinhos animados, mas que tenha caracteristicas de personalidade boas como a amizade, amor, e felicidade, mas também a inveja, ciúmes, tristeza e o medo de uma forma imatura da criança. É provável que as crianças de hoje em dia achem estranho boa parte da diversão de Max com seus amigos imaginários, mas vale de se ver pelos pais e filhos mesmo com o tom improvisado e down que ele proporciona, pois não podemos desconsiderar um longa que valorize algo importante em nossas vidas: a famÃlia. Bom trabalho de Karen O por toda a trilha sonora via violão a moda folk som seus gritos misturados aos de diversas crianças na hora do recreio.
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Grande parte de vÃdeos caseiros baseados em longa metragens disponÃveis na rede estão relacionados em fanfilms.net. Nele contêm uma lista de vÃdeos separados por tÃtulo dos filmes e de diferentes mÃdias publicadas mesmo sabendo que a maioria deles está disponÃvel no youtube com qualidade técnica para impressionar qualquer espectador. Além deste, existe um link especial para fãs do homem morcego em batmanfanfilms.com.
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Como poderia se esperar de um filme nas mãos de Guy Ritche se tratando de um dos nomes mais importantes na investigação da literatura mundial, Sherlock Holmes são duas horas de muita ação junto a fatos que não acaba mais. O enredo dinâmico em cima das personagens com vários efeitos de câmera faz parte do estilo do diretor que desta vez se atreveu em usar sua Londres em um ambiente de época muito bem representado, principalmente em seus ambientes externos, na direção de arte e figurino. Robert Downey Jr. cai como uma luva neste personagem que fala e age demais, mas é um pouco diferente daquele que tÃnhamos em mente até mesmo para parecer mais moderno e atrair a curiosidade dos espectadores. Como se poderia se esperar de um enredo como esse, os fatos são fragmentados e tem total compreensão quando as personagens relatam os acontecimentos na resolução do caso. Talvez, para alguns, isso atrapalha o divertimento já que se tem muito detalhe falado e representado visualmente de uma forma rápida a ponto de não se absorver as coisas como um todo. De qualquer forma a diversão é garantida para os amantes de mistérios que abusam da inteligência e especialmente para aqueles que amam socos, pontapés e vôos pelas janelas, pois as lutas são geniais e cômicas. Os méritos também devem ser considerados pelo grande elenco composto por Jude Law representando realmente o "cachorrinho" companheiro de Holmes e de Rachel McAdams que vem se destacando em seus últimos trabalhos no cinema.
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